Lançado recentemente nos EUA, o Fit trabalha com mais versatilidade em séries de grupos com oito a 12 repetições
Tatiana Meira
Da equipe do DIARIO
A pulsação em conjunto, com exercícios onde um aluno segue o ritmo do outro e, mesmo sem perder por completo a individualidade, entra numa nova dinâmica de circulação da energia. Com essa proposta mais direcionada a centros de fitness e academias de ginástica, o Fit Pilates está chegando ao Recife, com aulas que estão sendo oferecidas na R2, em Boa Viagem. "As principais diferenças são a dinâmica e a recomendação para uma população mais saudável e jovem. Embora existam exceções, pois tenho alunos de 80, 50 anos. Mas os princípios - de consciência corporal, introspecção, respiração, controle do centro do corpo - são os mesmos do Pilates tradicional. O interessante é a possibilidade de pulsar junto, numa sociedade em que o maior mal é a solidão", esclarece Alice Becker, que trouxe a técnica do alemão Joseph Pilates para o Brasil, há 15 anos.
Ela é uma das diretoras da empresa baiana Physio Pilates, licenciada pela norte-americana Polestar Pilates para ministrar cursos na América do Sul e também comercializaros aparelhos utilizados nas aulas, desde 1998. Alice Becker explica que, apesar de ser mais leve e divertido, o Fit Pilates não é recomendado para pessoas com lesões graves. Segundo ela, a música para embalar o Fit Pilates pode ser acelerada ou calma, dependendo da proposta do professor e do momento da aula. "O Fit Pilates foi lançado recentemente nos Estados Unidos e trouxemos o curso de lá", conta.
Depois de fazer a formação com a Physio Pilates, em Salvador, Itamar Marques, instrutor da academia R2, começou a dar aulas em vários horários, pela manhã, no final da tarde e início da noite. Na sala onde ocorrem as aulas na academia, foram dispostos apenas cinco reformers, embora existam outros aparelhos e acessórios importantes no Pilates convencional (trapézio, barril, theraband ou faixa elástica e as grandes bolas de plástico que auxiliam nos alongamentos). "Trabalhamos com mais versatilidade e motivação, em séries de grupo com oito a 12 repetições, ou seguindo o ritmo da música. Depois de praticar o Pilates, a pessoa melhora sua postura e passa a ter mais qualidade de vida, realizando as atividades cotidianas com um menor dispêndio de energia. Subindo um lance de escadas sem se cansar, por exemplo", afirma Itamar, que é formado em Educação Física e fez pós-graduação na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.
Para a fisioterapeuta Suzete Neres Lima, é importante ressaltar a necessidade de qualificação do profissional que irá orientar as aulas de Pilates, seja em academias ou em centros de reabilitação. "As aulas de fitness só devem ser praticadas por alunos sem restrições corporais, como hérnia de disco, bursites ou lombalgias. Quanto mais lento o movimento nos aparelhos, ganha-se em qualidade e é preciso tomar cuidado para não se machucar. Quando o grupo é muito grande, o instrutor fica sem condições de dar a devida assistência.
Também é fundamental fazer uma avaliação individual criteriosa, respeitando os limites do corpo do aluno", defende Suzete, que utiliza todos os aparelhos nos estúdios em que dá aulas, em Boa Viagem e no Espinheiro. "Os benefícios do Pilates bem conduzido são muitos: vão desde a maior resistência física, até a melhoria na qualidade do sono e do desempenho sexual", defende a fisioterapeuta, que também é graduada em Educação Física e especialista em ortopedia e traumatologia, além de ter feito a formação com professores da Physio Pilates.